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Vale a pena participar

In Mídias Digitais on Maio 28, 2008 at 11:54 pm

Amigos,

Eu acredito que vale a pena participar, pois o prêmio é em dinheiro e os melhores textos entram num livro, que será lançado no ano que vem.

-4ª Olimpíada de Redação, da Biblioteca Pública Municipal Nelson Foot

Abaixo, o regulamento:

1. O tema da redação desta Olimpíada será: sobre “ O Planeta Terra: uma discussão necessária”, abordando:

a) Categoria mirim (de 7 a 10 anos)

Nossa cidade é conhecida pelo slogan: “Jundiaí, cidade saudável”.

Desenvolva um texto no qual você relate as ações já existentes em nossa cidade e as necessárias que contribuam para a manutenção da qualidade de vida de seus habitantes.

b) Categoria infantil (de 11 a 14 anos)

“Art. 225. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações” (Constituição Federal). Em sua opinião a Serra do Japi, patrimônio de nossa região, tem sido preservada como determina o texto constitucional?

Escreva um texto de opinião em que você apresente evidências que comprovem suas idéias.

c) Categoria juvenil (de 15 a 17 anos)

Escreva uma carta argumentativa a um jornal de circulação local, abordando questões relativas ao impacto do desenvolvimento urbano no ecossistema de nossa região. O objetivo de sua carta é convencer o jornal a veicular matérias sobre o desrespeito ao cumprimento de leis ambientais.

d) Categoria adulta (acima de 18 anos)

A partir do trecho da entrevista do geógrafo Aziz Ab’Saber, escreva um texto opinativo em que você se posicione a respeito das questões por ele levantadas.

“(…)Ab’Saber – As cidades estão crescendo em área e em altura, e se esse crescimento não for controlado e retardado, será um desastre no futuro. A população cresce junto com a especulação imobiliária e as pessoas que estão no poder só conseguem enxergar o futuro a um mandato de distância. E, mais que nunca, o futuro deve ser visto a diferentes profundidades de tempo, percebido ao longo de 50, 100, 200 anos. (…) Como será quando as áreas cultiváveis e os rios forem tomados pelo urbano? Como será quando as cidades se emendarem? Teremos água e comida para todos? A megaconurbação é uma possibilidade real que exige um imediato planejamento.”

(Revista aU – Arquitetura e Urbanismo. Disponível em www.revistaau.com.br. Acesso em 24/03/2008)

Informamos que no dia do lançamento teremos a entrega da antologia de 2007 aos autores premiados que serão a figura maior da noite.

Ao mesmo tempo, haverá apresentação da Mestranda em Teoria Literária USP´que falará sobre A Arte de seduzir o leitor, usando estratégias modernas de convencimento.

Teremos ainda apresentação da peça Flicts – a nova cor, que aborda nosso satélite, a Lua, interagindo com os habitantes do planeta terra.

Finalmente o grupo de dança “Companhia Dança a Dois” com Flávia Prado fará uma apresentação artística imperdível.

Contamos com você nesta divulgação, pois a Biblioteca está cumprindo seu papel socializador da leitura.

Em anexo o folder do nosso evento que cumpre a lei municipal 6.039 de 6 de maio de 2003.

atenciosamente grata

Profª Neizy Cardoso

Eles fazem parte do Centro de Jundiaí

In Mídias Digitais on Maio 27, 2008 at 12:50 am

Entre as lojas e as movimentadas ruas Centro, eles sempre se destacam. Seja pelo trabalho que executam, pelas roupas que usam ou pelos gritos que chamam a atenção de quem passa – e até mesmo pelo carisma. Cada um é fragmento da área central de Jundiaí.

O engraxate triste - Olhos tristes e poucas palavras. O engraxate Benedito Tobias dos Santos, de 50 anos, desvia o olhar e esconde o rosto quando precisa falar. Há dois anos, ele é parte do Centro. Todos os dias, ele pega seu apoio de madeira, potes de graxa e seus pincéis para tornar os sapatos de quem passa pela praça da Matriz verdadeiras obras de arte. Com cuidado, ele faz o trabalho no capricho, para que os clientes voltem sempre. A opção de trabalhar por conta surgiu da necessidade de ganhar dinheiro. “Eu tenho deficiência em um dos pés e não posso trabalhar. Como eu ainda não consegui me aposentar, tenho que ganhar a vida de alguma maneira”, conta ele, que veste num dos pés um chinelo e no outro uma botina preta, bem engraxada.

Aleluia, irmão! – Ex-drogado e ex-roqueiro, o ´ex-maluco beleza´ Sinval da Silva Scher, de 39 anos, passa parte do seu dia pregando a palavra de Deus na praça. As tatuagens que ele tem no braço demonstram que no passado as coisas não eram assim. “Eu levava uma vida louca, tinha uma banda de rock, mas depois que conheci Jesus tudo mudou”, conta ele, que há um mês, aos berros, passa sua verdade e filosofia para quem quiser ouvir.

“A praça foi escolhida porque é um lugar em que passa muita gente. Todos os pastores que pregam aqui têm o objetivo de plantar uma semente boa no coração das pessoas. Queremos que o povo reflita”, conta ele, ressaltando que já viu muitas histórias emocionantes na praça. “Muitas pessoas param aqui em busca de uma palavra. Tem gente que chega a ponto de cometer suicídio e desiste porque encontra Jesus”, explica.

Assim como ele, o porteiro Silvio Alves dos Santos, de 57 anos, dedica parte do seu tempo a Jesus. “Algumas pessoas que passam aqui não entendem nosso trabalho e xingam. Nós não levamos em consideração. Não temos revolta e nem raiva no coração”, destaca ele, que há seis anos prega na praça. Para ele, o trabalho executado pelos pastores da praça é importante pois leva a palavra de Deus a quem não tem oportunidade de ir à igreja.

Vida que ninguém vê – Ele tem olhos azuis, que são ofuscados por suas rugas e traços sofridos. Vestido de roupas simples, debruçado sobre um skate, o angolano Fernando Manoel Rocha Teixeira, de 59 anos, ganha a0 vida pedindo trocados. Há 11 anos, ele teve trombose, o que fez com que perdesse as duas pernas. Antes de pedir esmolas, ele consertava geladeiras e máquinas de lavar roupas, mas depois da doença teve que arranjar uma maneira para sobreviver. “Eu não sou de estender as mãos, quem quiser me ajudar, ajuda”, diz ele, que utiliza o skate para se locomover. “Eu moro em Campo Limpo Paulista e tenho muitas dificuldades para entrar nos ônibus, que não são adaptados”, conta.

Ele pede esmolas há 10 anos. Começou pedindo em trens, mas logo escolheu o Centro. “Muita gente passa por mim e não está nem aí”, diz ele, que precisa de uma cadeira de rodas motorizada para conseguir se locomover com mais facilidade. Muito religioso, carrega no peito um crucifixo, que faz questão de mostrar. “Eu não tenho ninguém na vida. Só tenho o meu Deus.” Ele faz questão de dizer que é feliz e que apesar das dificuldades impostas pela vida, ele é um homem feliz. “Não me considero deficiente. Para mim, deficiente é quem não raciocina. É quem mata, é quem rouba.”

Matéria publicada no dia 25 de maio de 2008, no Jornal de Jundiaí. Para ler o meu texto completo, clique: http://www.portaljj.com.br/interna.asp?Int_IDSecao=1&int_id=49673

LUANA DIAS

As caipiras em Sampa

In Mídias Digitais on Março 18, 2008 at 1:22 am

Chuva, frio, trem lotado, pedintes, vendedores de guarda-chuva e um TCC na cabeça. Este foi o cenário encontrado por um grupo de amigas que precisavam ver alguns documentários para o TCC, no último sábado (15), em São Paulo. A viagem poderia ter sido tranqüila e rápida se elas soubessem o endereço do Itaú Cultural, local onde iriam assistir os vídeos. Elas só sabiam que o prédio ficava na avenida Paulista. Com a referência na cabeça e muitas esperanças, elas tiveram a infeliz idéia de pedir orietações para um funcionário da Estação da Luz. “Vai pra Consolação”, disse ele, com um ar de certeza. O tiozinho foi convincente e elas seguiram de metrô para a Consolação. No Paraíso, elas já estavam imaginando o momento no qual sentariam em uma cadeira fofinha e ficariam em um lugar aquecido, vendo os documentários no maior conforto, porém, aquele era apenas o começo do fim das chapinhas, botas, tênis limpos e calças secas. Ao chegar na Consolação, uma delas resolveu confirmar a informação, mas não ficou feliz com o que ouviu. “Vocês desceram na estação errada, minhas filhas. O lugar certo era a Estação Brigadeiro”, falou o guardinha, que deixou as meninas cabisbaixas. Como todos sabem, a esperança é a última que morre e as garotas estavam convictas de que estavam no lugar certo. “Vamos sair para a rua, lá a gente pergunta de novo. Este guardinha não sabe de nada”, enfatizou uma delas, cheia de certeza. A caminhada começou. As calçadas estavam esburacadas e uma equipe estava retirando árvores e arbustos de lá. Depois de pedir inúmeras informações e ouvir que o Itaú Cultural ficava “mais para frente” as estudantes entenderam que o segundo guardinha estava certo. “Droga, parece uma caminhada sem fim”, observou uma das viajantes.
Com as pernas cansadas, cabelos despenteados e botinhas molhadas e escorregadias, elas chegaram e assistiram os documentários. Infelizmente, não gostaram dos filmes.

Na hora de voltar, a fome bateu. “Vamos comer na Barra Funda porque é mais barato”, comentou uma das esfomeadas. Todas foram sentido Barra Funda cheias de vontade de mandar para dentro um cachorro-quente prensado. Tanta ansiedade fez com que cometessem uma gafe: elas saíram da Barra Funda e tiveram que pagar a passagem novamente (der). Apenas uma delas deixou o prensado de lado e atacou a barraca dos pães de queijo. Ambas fizeram uma refeição feliz e barata. R$ 1 foi gasto com a comida.

Veja mais sobre as aventuras em São Paulo e os prensados

Luana Dias

E se você pudesse interagir?

In Mídias Digitais on Março 11, 2008 at 12:52 am

A internet 2.0 chegou para revolucionar. Com ela, o usuário pode conhecer novos serviços e tem a oportunidade de interagir cada vez mais. A tecnologia traz como ponto positivo as facilidades proporcionadas aos internautas. Agora, é cada vez mais fácil conseguir aquele CD que custa caro na loja, é mais prático se informar sem gastar aquelas moedas com o jornal toda manhã e, além disso, para mandar um recado não é necessário esperar quase uma semana para a carta chegar. As facilidades proporcionadas são infinitas e a tendência é de novos caminhos facilitadores se abram cada vez mais. 

O Orkut é um exemplo da tal mudança.  Se conectar a um grupo de amigos nunca foi tão fácil. A Wikipédia é outro exemplo; a interatividade é total. Além de pesquisar, o usuário pode também editar o site, acrescentando mais informações sobre o tema. O Flicr se destaca cada dia mais como armazenador de fotos e, além dele, blogs e flogs ganham um espaço infindável na rede.

A evolução, sem dúvida, veio para transformar o velho em novo e é importante destacar que este é apenas o começo da nova era.

Luana Dias